História e Cultura

Os primeiros habitantes da Ilha de Santa Catarina foram os Tupis-Guaranis. Divididos em várias tribos e aldeias, ocuparam a maior parte da área litorânea e foram chamados de Carijós pelos europeus que ali chegaram. Receberam os brancos com grande cordialidade e curiosidade.
Por isso, foram aprisionados pelos portugueses que os venderam como escravos nos mercados de São Vicente e Bahia de Todos os Santos.
O gradual extermínio destes índios no litoral catarinense começa a acontecer no final do século XVII, devido à escravidão e à fraca resistência às doenças trazidas pelos portugueses, como: gripe, sarampo, varíola, etc...

Os primeiros colonizadores a se instalaram em Florianópolis foram desertores de algumas expedições marítimas. Entretanto, a fundação da cidade propriamente dita só foi ocorrer a partir de 1675.
O nome da localidade era Nossa Senhora do desterro. Foi elevada à condição de de freguesia em 1714 e de vila em 1726.
Foi no período compreendido entre 1747 e 1756 que a ocupação da ilha realmente tomou impulso. Os constantes abalos sísmicos nas ilhas do Arquipélago de Açores, em Portugal, e também a superpopulação, serviram de estímulo para que cerca de cinco mil imigrantes decidissem colonizar a Ilha e o litoral catarinense.
O nome Florianópolis vem da homenagem ao marechal Floriano Peixoto. Esta homenagem é até hoje renegada por muitos de seus habitantes. Os mais jovens, costumam chamar carinhosamente de Floripa.
A grande revolta da população catarinense se deu com a ordem de fuzilamento, na Ilha de Anhatomirim, de diversas pessoas que foram consideradas "inimigas" da república.
Florianópolis assumiu as funções de capital catarinense em 1823.
Fonte: Extraído do guia Turístico de Florianópolis da Editora Outras Palavras

Em diversos museus, Florianópolis resgata a história local e traduz o dia-a-dia dos povos que habitaram a Ilha ao longo dos tempos. Visite especialmente o Museu Cruz e Souza, no centro da cidade, o Largo da Alfândega e a Praça XV - acredita-se que aquele que dá quatro voltas na figueira centenária do centro da praça encontrará seu grande amor. Passeie pelo calçadão da Felipe Schmidt, tome um café no Senadinho, vá à Casa Vítor Meirelles... O Centro Integrado de Cultura reúne espaços e equipamentos para teatro, vernissages e cinema, e seu auditório principal tem capacidade para 1.000 pessoas. Entre as grandes atrações da cidade está o artesanato, com a renda-de-bilro, a rede-de-pesca e as esculturas em formato de bruxas. Nos bairros mais antigos pode-se encontrar verdadeiros ícones do folclore açoriano, como Boi-de-Mamão, Pau-de-Fita, Cacumbi ou Ticumbi, Ratoeira, Terno de Reis e Pão-por-Deus. Também são comuns as benzeduras, as crendices e superstições. No imaginário ilhéu, bruxas, fadas, gnomos e duendes misturam o sobrenatural às coisas da terra.

A cidade tem igrejas centenárias, como a Catedral Metropolitana, que abriga em seu interior uma escultura de José e Maria em fuga para o Egito entalhada pelo artista tirolês Demetz, e a Igreja de Nossa Senhora da Lagoa da Conceição, exemplo da arquitetura trazida pelos portugueses, cujo sino foi doado pelo imperador Dom Pedro II. Visite também a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no centro da cidade; a de Nossa Senhora do Rosário; a de São Francisco de Paula, construída em 1830, em estilo açoriano, e a de Nossa Senhora das Necessidades, em Santo Antônio de Lisboa, monumentos históricos e testemunhos da fé e da religiosidade do ilhéu. Dê especial atenção às fortalezas: Santa Cruz, São José da Ponta Grossa, Santana, Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, Santo Antônio e Anhatomirim.